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TEMPLO INICI�?TICO, Grão-Mestre da Grande Loja Nacional Portuguesa - Maçonaria Tradicional em Portugal
10 abr 2005
Conheci, no passado, a chamada maçonaria de regularidade inglesa.


Conheci a maçonaria dita liberal, por outros apelidada de irregular.


Conheci Irmãos que valorizavam o papel muito forte da Superstrutura Organizativa. Outros, que pensavam o contrário.


Conheci muitas opiniões. Muitos pensamentos.


Com todos aprendi.


Com todos percebi que era possível servir Portugal, com uma visão muito mais próxima do pensamento europeísta (regularidade continental). Com uma vertente única associada à Tradição.
Tivemos ao longo destes anos, espaço para falarmos de temas e da Organização.


Ao longo deste tempo temos sido irmãos por iniciação.


Por isso, estou a tentar encomendar algumas reflexões para este papel, dirigidas a si, mas também dirigidas a todos os Irmãos, que fazem a sua busca e a sua forma de vida pela sabedoria suprema.


Ignorarei o resultado desta minha conversação e desta minha reflexão. Mas estou convencido que, quando um Homem procura a Tradição, o homem livre e de bons costumes irá procurar a Verdade. E se encontrar erros, saberá assumir esses erros e reorientar o seu caminho.




*


Conheci, no passado, a chamada maçonaria de regularidade inglesa.


Conheci a maçonaria dita liberal, por outros apelidada de irregular.


Conheci Irmãos que valorizavam o papel muito forte da Superstrutura Organizativa. Outros, que pensavam o contrário.


Conheci muitas opiniões. Muitos pensamentos.


Com todos aprendi.


Com todos percebi que era possível servir Portugal, com uma visão muito mais próxima do pensamento europeísta (regularidade continental). Com uma vertente única associada à Tradição.


Esta mudança que proporcionamos a Portugal, convenceu-me e esclareci de que a regularidade não pode ser confundida com reconhecimento. Que a palavra regularidade não pode ser apanágio de uma mensagem errónea, propositadamente irregular, insistida por alguns para obtenção de resultados duvidosos. A Grande Loja Nacional Portuguesa é regular e representa em Portugal, a vulgarmente designada maçonaria regular, ou regularidade continental. Pessoalmente, prefiro o uso do termo Maçonaria Tradicional.


Valeu pois o esforço de cada maçom da Grande Loja saber demonstrar e valorizar o papel da Maçonaria Tradicional, valorizando o seu trabalho e a eficácia do Manual de Docência Maçónica.


Com estes anos de prática maçónica, percebi também que todos são irmãos, na continuidade tradicional maçónica. Reunidos a coberto das suas Obediências, é verdade. Nos seus legítimos espaços, mas reconhecendo-se como Irmãos.


Por isso te falo com calma, de tudo isto, meu querido Irmão.


Confio que me leias este documento sem reservas, sem restrições mentais, como um velho militante, mas como um bálsamo para as nossas agitadas almas.


O princípio das nossas actividades resume-se à irmandade iniciática.


Nada se constrói sem o início de um princípio. O principio da Tradição.


E se fomos a um Templo maçónico; se as iniciações foram válidas; se o rito transmitiu a Tradição. Se as Lojas foram justas e perfeitas, em síntese, temos no Ocidente a única organização maçónica iniciática: a MAÇONARIA. A Maçonaria da Tradição.


Em Portugal, 30 anos de recuperação maçónica, não nos permite que possamos ir mais longe. Ainda temos demasiado ruído nas Lojas e nas Obediências.


Se constatamos que irmãos de outras Obediências, se dizem únicos, regulares, porque confundem regularidade com reconhecimentos, como podemos acreditar que a Igreja de Roma não confunda a maçonaria moderna com a maçonaria da Tradição?




Vamos pois dar uma resposta clara.




Porque falamos em iniciação?




Espero que os anos de investigação maçónica nos ajudem a esta clarificação.




Nos cinco anos da nossa existência como únicos representantes da Maçonaria Tradicional em Portugal, travamos diversos problemas; pusemos em marcha diversos processos e caminhos para a estabilização maçónica.


Na maçonaria como no mundo profano, sentimos extremismos de aparências, mas que a sabedoria do povo maçónico tradicional soube defender, implementando em Portugal e na Grande Loja Nacional Portuguesa uma acção coerente.


Relacionamo-nos com o Mundo e com as pessoas.


Sabeis o que está em movimento e mais notícias sobre o nosso trabalho administrativo, financeiro e social, será revelado quando todos juntos entendermos continuar a dar o nosso contributo a favor da Grande Loja e de Portugal.







CONSTRUIR O TEMPLO INICI�?TICO




A História da Maçonaria Portuguesa, como todas as suas congéneres, é filha do seu tempo.


Desde 1717 que conheceis a História da Maçonaria Moderna.


Desde essa data que ela é vista num processo de decadência da sociedade iniciática.


Algumas razões:


Assistimos à utilização da Maçonaria como uma força política. Mais tarde, assistimos ao uso da Maçonaria como um conjunto vasto de ideias ao serviço da sua época.


Mais tarde ainda, em 1789, com a trilogia de Liberdade, Igualdade e Fraternidade.


No século XIX, a Maçonaria foi usada pelo Positivismo, pela Ciência. Pouco depois, foi usada pela Razão.


Logo a seguir pelo anticlericalismo. Mais tarde, pela Democracia, pelos Estados Unidos da Europa. Pela Paz, para não vos falar do Nacionalismo.


Mais recentemente, foi usada pela igualdade racial.


Em Maio de 1968 – quem não se lembra desta data – em França, dão-lhe uso para o apoio a revoltosos.


E como todas as demais gerações, a nossa sente que nos tornamos mais esclarecidos, mais libertos, mais autênticos.


Por isso, no final e início do novo século, sentimos necessidade de vos fazer um apelo às ampulhetas da tradição, às origens, que foi beber os seus conceitos à Iniciação.


Como dizia René Guénon, "juntamente com o Companheirismo, a Maçonaria é a última sobrevivente da Iniciação no Ocidente".


Eu diria, como uma missão de Ordem.


E é precisamente isso que praticamos na Grande Loja e na Maçonaria Tradicional. Esta característica iniciática faz da Grande Loja, algo que ultrapassa a organização profana e as ditas "organizações secretas". Que não sendo "política", nem "religiosa", nem "filantrópica", nem "republicana", se assume pelo conhecimento. Um conhecimento que é transmitido ao maçom iniciado.


Ora, este maçom, não deixa de sofrer a influência espiritual, a influência iniciática. E esta tradição é transmitida pelos seus depositários, os Mestres Maçónicos.


O maçom que recebe esta influência espiritual não pode deixar de estar ligado a ela, actuando na Ordem imbuído deste espírito.


E muitos dos maçons perdem-se, por vezes, no verdadeiro ponto de partida da Ordem. Este amadorismo da História, leva-nos por vezes, a cometer erros de interpretação, que muito grato ficava se me acompanhassem nesta valorização universal.


Quem não se lembra de ter falado na sua loja de Simbolismo. Em analogias. Nas expressões e na interiorização.


Quem não se lembra que no ano 2000, a Maçonaria Tradicional desceu ao mais fundo da nossa alma, desvendando e possuindo seus arquétipos, como forças criadoras, com capacidade de se abrir ao exterior, actual e universal.


É por isso que o primeiro passo dos membros da Grande Loja Nacional Portuguesa é o encontro consigo mesmo, a prova pedida: vencer os seus pensamentos profanos e lembrar-lhes que tudo o que é comparável no Mundo profano, não tem a mesma leitura e prioridades na Ordem Maçónica.


O primeiro passo é assim vencer o medo. O medo de não se adaptar ao Novo Mundo.


O segundo ciclo da Descoberta, agora proposto, a si aberto, é desvendar o Mar Tenebroso, fazendo crescer em si e em que cada um dos profanos que admitimos a nossa interioridade.


Trabalhar no exterior, com a sua profissão, no seu local de trabalho, é matéria da competência dos profissionais e da realidade profana.


Trabalhar o interior, visando a recuperação das raízes criadoras e estruturadoras da sua alma e da alma de Portugal, é fazer das suas pesquisas, o seu caminho.


A Grande Loja Nacional Portuguesa orgulha-se de que os maçons tradicionais trabalham a sua identidade, liberdade e força criadora.


Neste trabalho ultrapassam-se os limites estreitos e superficiais do mundo profano, do mundo positivista e materialista, recuperando-se a ciência da memória, um passado útil, como a sabedoria da Pátria, abrindo-se o caminho para uma identidade vivida em plenitude.


Uma plenitude que também fala da nossa identidade, que sobrevive desde que não se perca a memória. A memória de que sois vós que estais a reconstruir esta realidade. Uma memória que tem um nome denominado Grande Loja Nacional Portuguesa. E um ser que perdeu a memória ou que, voluntariamente, a destrói, está a condenar à morte a sua identidade, por efeito da amnésia e da herança delapidada; no fim, torna-se um corpo esvaziado da sua alma, uma sombra do que foi.


Conscientes, transmitimos a forma dos nossos sinais dessa venerável e alta sabedoria deixada pelos nossos ignotos antepassados: "restos fragmentados de um antiquíssimo saber tradicional deixado nesta Terra pelos templários, druidas, antigos sacerdotes e muitos outros. Obviamente, não podemos fazer deles uma leitura literal, mas envidar esforços para que a hermenêutica continue a trazer à consciência a alma de Portugal".


Com o intuito desta recuperação, a decadência de um povo sobrevém quando as elites perdem os contactos com os arquétipos ou por eles são abandonados. O homem maçom passa assim à clandestinidade e caminha à deriva. Os seus laços caem em depressão. Perdem a confiança em si próprios, tem atitudes de desistência, de sonolência, de indiferença, por efeito do deslocamento do real; procuram, a seguir, a sua identidade em modelos que podem vir a ser frustrantes, porque negam a sua história, a sua verdade.


Agora, consciente de vos ter apelado a esta magnifica Terra de Mistérios que denominamos Portugal, possuidora de lugares e pessoas mágicas, das quais vos cito D. Afonso Henriques, D. Mafalda, D. Dinis, a Rainha Santa Isabel. E, de forma suprema na idealização da gesta dos Descobrimentos.


São símbolos que nos ajudam a garantir os sentidos. A harmonizar a legitimidade.


É a Tradição a incorporar os símbolos, sem que lhe acrescentemos a origem histórica. E que Fernando Pessoa, curiosamente, fala com uma relação directa com a concepção da �?rvore dos Sephiot, da tradição cabalística. A "união mística" de dois extremos gnósticos.


Já Umberto Eco, no Pêndulo de Foucault também nos diz que: "Irmãos, estamos aqui reunidos em nome da Ordem Única, da Ordem Ignota, a que até ontem não sabíeis pertencer e já pertenceis desde sempre! Juremos. Anátema sobre os profanadores do segredo. Anátema sobre os sicofantas do Oculto, anátema sobre quem fez espectáculo dos Ritos e dos Mistérios!".


(…)


"Quem quer que por ingenuidade, comando, proselitismo, calculismo ou má-fé tenha sido iniciado em loja, colégio, priorado, capítulo ou Ordem que ilicitamente se reclame da obediência aos Senhores do Mundo, faça esta noite abjuração e implore a exclusiva reintegração no espírito e no corpo da única e verdadeira observância…"


Fernando Pessoa que, contrariamente ao que qualquer um de nós possa pensar, não imaginou tudo isto. Ele conhecia o esquema iniciático da maçonaria cavaleiresca e sacerdotal.


E se hoje, ao escrever-vos este texto optei por esta breve, mas harmónica perspectiva, procurei contribuir, como o venho fazendo ao longo dos primeiros cinco anos, em ajudarmos a reflectir o conhecimento, a herança espiritual da Maçonaria.


Tal como dizia Fernando Pessoa, num poema dedicado a S. João, o patrono da maçonaria dos três primeiros graus, ao mesmo tempo que proclama a sua fraternidade, diz: "Meu Irmão dá-me o teu abraço fraternal".


Através dele, da vossa voz e da vossa vontade, peço-vos pois o vosso apoio, para que possamos continuar a deixar a marca em Portugal da Tradição Iniciática, através desta herança que temos entre mãos.


Estou certo de que saberemos manter vivo este ideal que faz toda a diferença.


Conto pois com a vossa solidariedade iniciática para a continuação da Construção do Templo Iniciático.


Por fim, deixo-vos o meu melhor abraço e os meus melhores pensamentos maçónicos.


xxx Filho da Viúva, na função de grão-mestre da Grande Loja Nacional Portuguesa (Grande Loja de Portugal) - Portugal

This work is in the public domain

Comentaris

Re: TEMPLO INICI�?TICO, Grão-Mestre da Grande Loja Nacional Portuguesa - Maçonaria Tradicional em Portugal
07 mai 2005
fora sectes d'indymedia!
Re: TEMPLO INICI�?TICO, Grão-Mestre da Grande Loja Nacional Portuguesa - Maçonaria Tradicional em Portugal
13 jun 2005
A GLNP é o resultado- entre outras coisas - de maquinações de doentes delíricos e de expulsos de outras obediências. Foi construída com papeis falsificados, assinaturas falsificadas, chantagens, extorsões, mentiras cruzadas, enfim... denúncias de nomes à imprensa... até um dia.
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