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Notícies :: criminalització i repressió
jornadas anti-sociedad carceraria Torino (portugues)
14 oct 2003
Resumo de los tres dias de las jornadas contra la sociedad carceraria en Torino (portuges)
Tiveram lugar nos dias 9, 10 e 11 de outubro as Jornadas contra a sociedade carcerària em turim, Itàlia. O evento consistiu em tres dias de debates e acçoes direccionadas para o combate nao so às prisoes, mas tambem o cada vez maior modelo prisional de gestao da sociedade e das contradiçoes sociais. Este evento encontra-se enquandrado numa sèrie de iniciativas a decorrer em vàrias cidades europeias, tendo jà acontecido em Setembro umas jornadas semelhantes em Barcelona e estando planeadas proximamente para Paris e Genebra (consultar respectivos indymedias para mais informaçoes, datas e agendas). Os encontros de Torino Foram marcados por um forte controle policial e repressao.

As jornadas começaram dia 9 à tarde com um debate no centro social fenix, a discussao foi enriquecida pela presença de companheiros de varios paises e pelas experiencias pessoais de companheiros presos, directa ou indirectamente, por motivos politicos. No fim do debate foi servido um opiparo jantar. A resposta da Bòfia nao se fez esperar, nas redondezas do centro social varias pessoas foram identificadas pela DIGOS (a policia secreta Italiana, os mesmos que entraram na escola Diaz em Genova, ocupam-se essencialmente de controlar movimentos politicos, de esquerda ou de direita, claques de futebol e restantes ameaças à segurança interna), outras foram avisadas por agentes a paisana no meio da rua que "com a prisao nao se brinca".

Para o dia seguinte estavam planeadas varias acçoes contras empresas ou instituiçoes ligadas a sociedade carceraria. Estas foram decorrendo ao longo do dia num ambiente extremamente tenso de Paranoia generalizada pois temiam-se escutas da policia em todos os sitios reclamados pelos squatters de Turim, e cada pessoa que passava era um potencial DIGOS. Mesmo assim foram desenroladas Faixas, distribuidos panfletos e lançados petardos no IKEA (que usa mao de obra detida e tem ligaçoes à extrema direita alema), na sede da RAI, Numa depedencia da ONU onde è ensinado um curso de criminologia administrado pela mesma pessoa responsavel pela actuaçao policial em Genova e num hospital psiquiatrico dirigido pela mesma pessoa que dirige a principal prisao de Turim.
Nesta ultima acçao foram tambem feitas algumas pintadas e destruidas algumas camaras; pouco detidos eram detidos cinco companheiros que seguiam num carro por alegadamente terem tomado parte nesta acçao. Teme-se que a prisao deste grupos de pessoas nao tenha sido arbitraria, ou seja, que a policia tenha escolhido prender este grupo de pessoas e nao outro, ja que neste carro seguia um dos companheiros que tinha estado preso nos anos 70, ao abrigo das leis anti-terroristas, por alegadamente fazer parte das brigadas vermelhas (na verdade colaborava numa publicaçao que era considerada o "megafone" das BR), e ja que assim seria mais facil colar acusaçoes mais pesadas e montar uma campanha mediatica mais assustadora ao publico em geral.

Assim aconteceu. Na manha de sabado dia 11 os diversos jornais apontavam titulos como "Brigadista à testa de anarquistas sequestra clinica" "preso brigadista em ataque a um hospital" etc...
Resolveu-se que as pessoas se juntariam no mercado el Balon (tipo feira da ladra) para depois cortarem uma estrada enquanto forma de prostesto pelas detençoes, tal aconteceu sem maiores incidentes apesar do sitio estar totalmente controlado pela DIGOS e restantes paisanas. pelas 4 da tarde houve mais um debate e um ponto da situaçao no Centro Social ASKATASUNA de onde se partiu para uma manifestaçao em frente à prisao de La Valleta.
A manifestaçao correu bem apesar de principiar com um ambiente bastante tenso, cerca de 50/100 manifestantes e mais ou menos o mesmo numero de bofias, entre polizia, carabineiri e digos. Foi feito um churrasco e distribuidas algumas bebidas e montado um sound system que permitia que as pessoas deixassem mensagens aos amigos, familiares e companheiros detidos dentro, tendo aparecido varias pessoas das redondezas que deixaram as suas mensagens aos detidos seus conhecidos e queridos.

Os detidos foram libertados segunda feira de Manha estando impossibilitados de deixar a sua regiao do pais e obrigados a ir assinar à esquadra varias vezes por semana, foram acusados de violencia privada agravada e danos, acrescentado do artigo 280, ataque terrorista, tudo isto ridiculo quando tudo o que alegadamente fizeram foram umas pintadas na parede da prisao.

as jornadas foram entao marcadas pelo forte controlo policial e por uma repressao cuidada e pensada, insirida numa estartegia de controlo premeditada.

Para mais informaçoes sobre as actividades, nomes dos detidos, currente situaçao legal e seguintes acçoes ver indymedia italia e indymedia Torino.
Sindicat Terrassa