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Notícies :: criminalització i repressió
[Grécia] Alfredo Bonanno foi libertado, mas forçado a deixar o país; Christos Stratigopoulos continua na prisão
25 nov 2010
[Aconteceu anteontem (22), em Larissa, o julgamento de Alfredo Bonanno e Christos Stratigopoulos, presos em outubro de 2009 logo após um assalto contra um banco em Trikala. Bonanno foi condenado como cúmplice do assalto a quatro anos, mas a pena foi reduzida para dois anos, porém o tribunal decidiu libertá-lo porque ele tem mais de 70 anos de idade. O Estado grego ainda tentou mantê-lo preso, alegando que ele era um “inimigo público”. Bonanno, que é italiano, será deportado da Grécia. Christos Stratigopoulos, foi condenado a 8 anos e 3 meses por ter realizado o assalto à mão armada. Ele poderá ser solto em 2012. A seguir uma declaração de suas famílias.]
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Companheiros,

O julgamento de Bonanno e Stratigopoulos na cidade de Larissa resultou em Alfredo Bonanno sendo condenado a quatro anos de prisão pela participação no assalto, enquanto Stratigopoulos foi condenado por assalto à mão armada por oito anos e três meses, sem direito a fiança e sem reconhecimento por parte da corte de qualquer circunstância atenuante.

Desde o começo ficou claro que o juiz e o promotor queriam um julgamento rápido, sem qualquer característica ideológica e que fosse guiado somente pelo registro criminal dos acusados. Resumidamente, eles queriam provar que Alfredo Bonanno era o líder, o autor moral do assalto, e que Christos era o pupilo, aquele que executou o plano. No entanto, graças às sólidas evidências, às testemunhas que depuseram a favor dos dois, e à grande contribuição dos advogados (Papadakis, Kourtovik, Sineli), essas alegações caíram por terra.

O que os “atingia” era que Alfredo estava livre, que essencialmente já havia cumprido sua pena – e procuraram por qualquer lei ou outro truque torturá-lo ainda mais. Então, da prisão de Larissa ele foi levado ao quartel de polícia da cidade, sob o pretexto de ter consentido com a sua saída do país através do quartel em Atenas.

Lá, nos avisaram que independentemente do alerta da Interpol, eles poderiam detê-lo até que seus oficiais superiores “julgassem” se ele seria deportado, de acordo com o artigo 106 do decreto presidencial de 2007. Tarde da noite, depois de termos chamado um advogado de Larissa, fomos informados que Alfredo havia sido preso novamente de acordo com o artigo acima, e foi considerado como uma ameaça à segurança pública, e não era bem vindo à Grécia!

Mais uma vez ele teve que provar o óbvio! Um senhor de 74 anos, com a saúde debilitada era considerado perigoso. O mesmo aconteceu conosco, que estávamos esperando do lado de fora, e alguns camaradas sentados em um banco: eles mandaram a polícia anti-distúrbios, policiais de motocicletas, e a unidade anti-terrorista para nos guardar, pois representávamos ameaça para a segurança pública!

Dando de cara com essa ação revanchista política óbvia, feita como uma guerrilha psicológica estrategicamente disfarçada contra Alfredo, tivemos que tomar a decisão de apelar para a corte de Larissa, o que significa que Alfredo continuaria detido até que a decisão fosse tomada, ou até que o Estado grego decidisse deportá-lo oficialmente. A decisão instantânea dada por seus advogados era que, assim que ele fosse libertado na quinta à tarde, ele saísse por conta própria de Larissa para a Itália através de Atenas nos dias seguintes.

Depois de tudo que os companheiros viveram desde o dia de suas prisões até ontem, assim como pelo resto dos dias de Christos na prisão, eles e nós queremos dizer um enorme “obrigado” a todos os amigos e companheiros de Konitsa que vieram nos ajudar, aos amigos de Giannena e toda a Grécia, bem como aos amigos e companheiros no estrangeiro, que ficaram do nosso lado, dando-nos coragem e apoio psicológico, financeiro e moral.

Aos companheiros estendemos nossas mãos, unimos nosso companheirismo na dinâmica da solidariedade anarquista...

As famílias de Christos e Alfredo

Tradução > Filipe Ferrari

agência de notícias anarquistas-ana

folia na sala
no vaso com flores
três borboletas

Alonso Alvarez

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